Meu Perfil
BRASIL, Homem, Filósofo, sociólogo, deus grego,Ídolo: Seu Madruga



Histórico
 03/09/2006 a 09/09/2006
 04/06/2006 a 10/06/2006
 24/07/2005 a 30/07/2005
 10/07/2005 a 16/07/2005
 17/04/2005 a 23/04/2005
 20/03/2005 a 26/03/2005
 06/03/2005 a 12/03/2005
 12/12/2004 a 18/12/2004
 17/10/2004 a 23/10/2004
 03/10/2004 a 09/10/2004
 26/09/2004 a 02/10/2004
 12/09/2004 a 18/09/2004
 29/08/2004 a 04/09/2004
 18/07/2004 a 24/07/2004
 27/06/2004 a 03/07/2004
 20/06/2004 a 26/06/2004
 06/06/2004 a 12/06/2004
 16/05/2004 a 22/05/2004
 25/04/2004 a 01/05/2004
 11/04/2004 a 17/04/2004
 21/03/2004 a 27/03/2004
 22/02/2004 a 28/02/2004
 08/02/2004 a 14/02/2004
 01/02/2004 a 07/02/2004
 25/01/2004 a 31/01/2004
 18/01/2004 a 24/01/2004


Votação
 Dê uma nota para meu blog


Outros sites
 Consciência - Filosofia
 Gramsci - Sociologia e Política
 Ramalhão - site oficial
 Capitu - Literatura
 Guia off - Teatro
 Midia independente - Imprensa Anarquista
 Críticos - Cinema
 Cultvox - Livros on line
 Blog amigo - Bruno, logo ali.


 
E M A N C I P A Ç Ã O
 

E NO OITAVO DIA, O OCIDENTE MATOU SEU DEUS

    O apogeu do egoísmo ocidental mais uma vez foi expressado por ele mesmo: em A Paixão de Cristo, filme atualmente em cartaz, notou-se a cólera da imprensa "especializada" que acusou o filme de violento - o progarama Metrópole, da Tv Cultura, chegou a desaconselhar seu público a ir ao cinema! Vejo o filme, e seu efeito no Ocidente, de modo antropológico: afinal, recusamo-nos como assassinos de Jesus Cristo, mas o assassinamos - Pôncio Pilatos lavou suas mãos, nós sujamos a nossa. Agora, sintimo-nos mal com nosso próprio ser, um ser que legou a corrupção de matar seu próprio Deus, de violentá-lo até a morte. Que o Império não recebia bem a conduta de Jesus Cristo os historiadores cansaram-se em demonstrar, mas que os subjugados pelo Império preferiram Barrabás a ele também não há como negar.

      A história do Ocidente é tão suja quanto qualquer um de nós. O filme alcançou o que pode ter sido seu objetivo: narrar nossa história contra nós mesmos; afinal, Mel Gibson parece ter feito muito esforço para escrever contra seu público - as câmeras aproximam as cenas em que Jesus Cristo mais sofre, enfatizam nossa condescendência, reforçam nossa violência mediante o recurso da câmera-lenta, mostram nosso desejo pela morte do messias concomitantemente à resistência deste ao "mal" e a fé em seu "Pai". Que hipócrita a civilização que louva seus Rambos nas cruzadas contra comunistas e muçulmanos, mas não suporta sua violência capilar e diária, intrínsica, explícita.

      O egoísmo do "amai uns aos outros como a ti mesmo" pode ser lido, nos dias de hoje, como não enxergais uns aos outros como a ti mesmo.



 Escrito por Andershow às 21h52 [ ] [ envie esta mensagem ]