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GENEROSIDADE: VIRTUDE PROMETEICA
Prometeu roubou o fogo dos deuses e entregou aos homens, aliviando seus sofrimentos; para puni-lo, Zeus acorrentou-o, abriu seu corpo do peito ao umbigo, e fez com que uma ave de rapina comesse seu fígado. Não satisfeito, Zeus fez com que o fígado se regenerasse e fez, também, que a ave de rapina descesse do céu e comesse novamente seu fígado e assim para todo o sempre ou até que um mortal oferece-se para ficar em seu lugar. Prometeu foi castigado a ficar preso, sentindo seu fígado ser comido e regenerado, para que, no outro dia, voltasse a ser comido pela ave.
Prometeu castigado por Zeus: as aves de rapina comiam seu
fígado, que se regenerava e voltava a ser comido no dia seguinte.
Se Prometeu sabia que poderia ser punido, por que roubou o fogo do Olimpo e entregou aos homens? Reza o mito que por amor à humanidade, por filantropia. E se não foi por amor a ela, foi pelo menos por generosidade: Prometeu superou seus próprios interesses e, livre dos mesmos, livre do seu próprio eu, ajudou aos homens. A generosidade é justamente este afastamento do egoísmo, é essa ação de entregar-se a outrem, de ajudá-lo sem exigir nada em troca. Não se trata de troca, já que esta baseia-se no interesse – generosidade é a ação que supera o egoísmo e que nos liberta de nossos próprios instintos, do nosso próprio interesse.
A generosidade ou a filantropia de Prometeu custou muito a ele. Porém, no nosso cotidiano, é mais fácil ser generoso: não sofreremos tanto se deixarmos nosso egoísmo de lado para ajudar alguém que necessita de ajuda: ajudar um(a) colega entender uma parte da matéria ele que ele esteja com dificuldade, ajudar nossos familiares em afazeres domésticos, ajudar alguém ou alguma instituição em termos financeiros – não se trata de ajudar para receber algo depois, como se fosse uma troca, mas uma doação que fazemos àquele que precisa de nossa ajuda, a generosidade é prometeica.
Escrito por Andershow às 22h36
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